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sábado, 12 de novembro de 2016

Myanmar & Bangtao Beach - Faro/Lisboa/Dubai


"Aquele que está acostumado a viajar, sabe que sempre é necessário partir algum dia..." -(Paulo Coelho)









Mais uma viagem, mais uma IDA e novamente para o Sudeste Asiático. Desta vez o destino é menos conhecido! Quem me conhece sabe que todos os anos, em Novembro, é altura de ir de férias. Porquê? Porque tanto eu como o meu marido trabalhamos na área do turismo, no Algarve, e entre Abril e Outubro é a época de mais trabalho! Com alguma antecedência começam a perguntar-me " Para onde vais este ano"? Quando respondia Myanmar a maioria respondia "onde"? Quando referia que Myanmar é o actual nome da Birmânia alguns lá diziam que já tinham ouvido falar, outros continuavam sem saber para onde é que eu iria. A grande falta de conhecimento sobre Myanmar não é só pelo facto de ser um país localizado no outro lado do mundo mas sim muito por culpa de um longo regime politico opressivo que o isolou do mundo desde a década de 60. Muitos terão memória de ouvir falar de Aung San Su Kyi, a quem foi atribuído o Prémio Nobel da Paz em 1991, quando se encontrava em prisão domiciliária por defender ideais democráticos para a Birmânia, governado durante muitos anos por uma junta militar! Mas de história falaremos mais à frente!
Nos últimos anos o país foi-se lentamente abrindo ao turismo e neste momento o número de visitantes é cada vez maior! Decidi visitá-lo antes que se torne um destino de massas como a vizinha Tailândia! 
Depois de duas semanas a percorrer algumas das zonas deste país terminaremos a viagem com uns dias em Bangtao Beach, uma praia localizada no lado oeste da ilha de Phuket, na Tailândia!

Quando me decidi pelo destino não tinha ainda muita informação e reservei os voos tendo em conta que o ideal era voar com a Emirates para Yangon e sair depois por Mandalay, com a Air Asia, com destino à Tailândia. Uma das decisões que tomei desde do início foi que não iria fazer nenhuma das viagens internas de avião pois as companhias aéreas locais não me inspiravam confiança e não existiam companhias aéreas estrangeiras a fazer esses voos.

Depois de marcar os voos com a Emirates comecei a pesquisar e a ler relatos de viagens a este destino. Tenho agora a noção que ficou muito por ver e que poderia ter feito algumas alterações ao meu itinerário. Mas também é bom saber que há motivos extras para regressar. Segue-se o itinerário desta viagem!


12.11 - Faro/Lisboa/Dubai - Voo TAP/Emirates
13.11 - Dubai/Yangon - Voo Emirates
13.11 - 15/11 - Yangon
16/11 - 20/11 - Bagan
20.11 - 24.11 - Nyaung Shwe (Inle Lake)
25.11 - 28.11 - Mandalay
28.11 - Mandalay/Bangkok/Phuket - Voo Air Asia
28.11 - 03.12 - Bangtao Beach (Phuket)
04.12 - Phuket/Dubai/Lisboa/Faro - Voo Emirates/TAP

Desta vez a viagem foi a 2! No dia 12 de Novembro lá seguimos até ao aeroporto de Faro para apanhar o voo TAP/Emirates com destino a Lisboa. Fizemos o check-in da bagagem para o destino final, Yangon. 

 Sobrevoando a costa algarvia!

O rio Tejo e a cidade de Lisboa à vista!


À chegada a Lisboa tivemos logo que nos dirigir para a zona de embarque do voo da Emirates que, no entanto saiu com cerca de 30 minutos de atraso. Encontrámo-nos com o grupo de viajantes que seguia com o Joaõ Cajuda para a Tailândia. Nesse grupo estava a brasileira Joana, uma das nossas parceiras na viagem a Marrocos e também a Rita leitão, do Dar Rita, localizado em Ouarzazate (Marrocos - 6º dia Circuito: Vale Du Dadès - Skoura - Ouarzazate - Marraquexe).
O voo da Emirates levantou com cerca de 30 minutos de atraso. Chegada prevista ao Dubai para a 01:11.





E cerca de 1 hora depois da descolagem foi-nos servido o almoço que estava bastante bom!




Aproveitámos o resto da viagem para dormir um pouco e também para conversar com a Joana e a Rita sobre a Tailândia.
À chegada ao Dubai nós seguimos para a zona de embarque do voo para Myanmar e o grupo do João Cajuda para o da Tailândia. Mas antes imortalizámos o momento! Qual a probabilidade de encontrar uma brasileira e uma portuguesa que conhecemos em Marrocos, uma ano e meio depois, num voo de Lisboa para o Dubai?!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ásia 2015 - Dubai - Lisboa - Algarve


Dia de madrugar! Antes das quatro da manhã já estávamos na recepção aguardando o shuttle que noa transportaria até ao Terminal 3 do aeroporto. A hora prevista para a partida do voo da Emirates com destino a Lisboa era 07h 15m.
Fizemos o check-in e seguimos pelo enorme terminal em direcção à zona de embarque. 
Assistimos ao nascer do sol já dentro do avião. O avião levantou voo com cerca de quinze minutos de atraso.









Seguem-se algumas imagens que ilustram o percurso do nosso voo. 



E algumas horas depois estávamos a entrar na Peninsula Ibérica! Portugal à vista!

Gosto de fotografar quando a terra lá em baixo começa a ficar cada vez mais perto e nítida. Gosto de tentar descobrir que zona estamos a sobrevoar e tentar reconhecer edifícios! 











Depois de aterrarmos e retirarmos as malas aguardámos pela chegada de um amigo que nos levou até onde tinham ficado os carros. Almoçámos e seguimos em direcção a Sul, ao nosso Algarve!



Sabe bem ir, e como digo, mais vale ir que ficar, mas também sabe bem voltar. Um voltar já com nova partida agendada.

Até breve, por aí!


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ásia 2015 - Dubai - Abu Dhabi (EAU)



No dia anterior tínhamos reservado uma excursão para ir até à cidade de Abu Dhabi, a capital dos EAU - Emirados Árabes Unidos, o maior dos sete Emirados, com uma área total de 67 340 quilómetros quadrados e a uma distância de cerca de 150 quilómetros do Dubai. É a segunda cidade mais populosa atrás do Dubai (2.6 milhões de habitantes em 2014 sendo que só cerca de 500 000 é que são cidadãos dos EAU). É aqui que vive a família real dos EAU e também o líder politico. É também aqui que se encontram os edifícios parlamentares e federais, as embaixadas e a a grande maioria das companhias de petróleo. A cidade é uma mistura de edifícios mais antigos e pequenos com arranha-céus modernos e de aspecto futurista! Uma das etapas do Campeonato Mundial de F1 disputa-se aqui desde 2009.

Saímos do hotel depois das oito da manhã e cerca de uma hora e meia depois estávamos a chegar. No táxi éramos cinco pessoas, nós e mais uma outra senhora. Pelo caminho o motorista foi nos dando algumas informações sobre o país e as suas principais cidades, assim como nos foi mostrando os megalómanos projectos que estão em construção ao longo da auto-estrada que liga o Dubai a Abu Dhabi. Não esquecer que a Expo 2020 acontecerá no Dubai e muito está a ser construído para estar pronto para esse grande acontecimento. O espaço que receberá o evento tem cerca de 4 quilómetros de comprimento e localiza-se a meio caminho entre as duas cidades. O motorista também nos referiu o facto de dos cerca de 25 milhões de habitantes do país, só cerca de 1 milhões é que são cidadãos de origem e só esses é que estão abrangidos por todos os benefícios. Têm direito a várias casas, educação em qualquer parte do mundo, assistência médica, etc....e tudo gratuito! Enfim, um mundo à parte!
Auto-estrada Dubai-Abu Dhabi, com 5 faixas em cada sentido

Os edifícios em construção são visíveis por todo o lado!



Este edifício, que se avista da autoestrada antes de chegar a Abu Dhabi, é o quartel general da Aldar Properties e é conhecido como "The Coin" - A Moeda. Tem 23 andares, 120 metros de altura e 49 000 metros quadrados de espaço para escritórios. 

Abu Dhabi situa-se na parte nordeste do Golfo Pérsico, na Península Arábica. A cidade está localizada numa ilha a menos de 250 metros do continente, sendo ligada a este pelas pontes Maqta, Mussafah e Sheik Zayed. Está ligada à ilha Saadyat por uma autoestrada de cinco faixas e à ilha Reem pela ponte Al-Mafraq. Na ilha de Yas podemos visitar o Autódromo de Formula 1 e o Parque Ferrari World.


A nossa primeira visita foi à terceira maior mesquita do mundo, a Grande Mesquita Sheikh Zayed. A mesquita tem o nome do falecido Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nayan, considerado um líder e o responsável pelo crescimento e desenvolvimento do país. O complexo ocupa uma área de 22 412 metros quadrados, o equivalente a cinco campos de futebol. Tem capacidade para 41 000 pessoas, possui 4 minaretes com 107 metros de altura cada, 82 cúpulas, mais de 1000 colunas e 3 salas de oração, uma delas exclusivamente para mulheres! Seguem-se duas fotografias retiradas da Internet e que demonstram bem a dimensão da mesquita.


A entrada é gratuita! 
As mulheres tem que entrar por uma porta diferente da dos homens. A vestimenta tem que ser adequada e para tal nós mulheres temos que vestir abbayas (túnica até aos pés, preta, lisa ou bordada, e com um véu para cobrir a cabeça). Para os homens não há grandes restrições a não ser o facto de terem que usar calças compridas e não poderem usar cavas. Se quiserem podem vestir uma kandoora (túnica branca até aos pés)! Vamos lá então conhecer esta bela mesquita!









A construção da Grande Mesquita Sheikh Zayed  iniciou-se no final de 1996 e durou quase 12 anos. Foi inaugurada a 20 de Dezembro de 2007 com a presença de Sua Alteza Sheikh Khalifa bin Zayed al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos. A mesquita foi construída com uma elevação de 11 metros acima do nível do mar e quase 10 metros acima do nível da rua, sendo assim visível de todas as direcções.
Na construção da mesquita foram utilizados artesãos e materiais de vários países para além dos dos próprios Emirados (Marrocos, Índia, Malásia, Irão, China, Itália, Alemanha, Reino Unido, Grécia, Nova Zelândia). Foram mais de 30 000 os trabalhadores envolvidos e 38 as empresas contratadas. Os materiais utilizados foram, entre outros, o mármore, o ouro, a cerâmica, as pedras preciosas e os cristais. O projecto inspirou-se noutras Mesquitas, principalmente nas de Badshahi em Lahore e na Mesquita Hassan II em Casablanca.

Num dos minaretes da mesquita existe uma biblioteca que proporciona à população livros clássicos, publicações de uma série de assuntos ligados ao islamismo e possui também alguns livros raros, alguns com mais de 200 anos.






O chão de mármore do pátio, com o seu design floral, tem cerca de 17 000 metros quadrados, sendo considerado o maior do género no mundo.






Só se pode entrar no interior da mesquita descalço, pelo que existem, antes da entrada, umas prateleiras para se deixar o calçado. 

Se o exterior da mesquita é imponente, o seu interior não o é menos. São muitos os elementos e detalhes que se destacam, alguns deles únicos e especiais. Sete lustres dourados, de diferentes tamanhos, feitos com milhões de cristais Swarovski, foram importados da Alemanha. O maior deles está na cúpula da sala de oração, tem 10 metros de diâmetro, 15 metros de altura e pesa mais de nove toneladas. Aquando da sua inauguração era o maior lustre do mundo. Em 2015 era o terceiro maior.







Na arquitectura islâmica a cúpula não é apenas uma forma artística, é como um céu em miniatura, que transforma os raios de sol em luzes e sombras.






A carpete do salão principal de orações é o maior tapete do mundo, tendo sido feito no Irão. Mede 5 627 metros quadrados, pesa 35 toneladas e foram necessárias entre 1200 a 1300 tecedeiras para a sua confecção, que durou cerca de dois anos. A obra possui 25 cores naturais, provenientes de raízes, cascas e galhos de diferentes tipos de árvores e plantas.




 A parede Qibla (de frente para a direcção de Meca), tem 23 metros de altura e 50 metros de largura. A decoração é mais subtil para não distrair quem ora. A parede está ornamentada com os 99 nomes (qualidades ou atributos) de Allah escritos na caligrafia Kufi tradicional.Menbar (Púlpito) está localizado à direita da Mehrab (nicho de oração). É neste púlpito que são realizados os sermões e orações. O nicho é em ouro de 24 quilates.


Na sala de oração principal existem 96 colunas revestidas com mármore e incrustações de madrepérola. Um trabalho lindíssimo! 










O pátio exterior tem um total de 1048 colunas incrustadas de mármore e pedras semi-preciosas e está decorado com mármore branco da Grécia. O piso do pátio, de 17 mil metros quadrados, está pavimentado com mosaicos florais. Estando descalços seria normal sentir o chão quente devido às temperaturas que se faziam sentir, mas isso não acontece porque foi instalado um sistema de refrigeração especial que mantêm o piso sempre fresco.



Os lagos artificiais totalizam 7 874 metros quadrados e contornam a mesquita, ampliando ainda mais a sua beleza. 


E assim terminou ao fim a visita a esta belíssima mesquita! Imperdível! 



A paragem seguinte foi na Heritage Village, onde estava incluído o almoço! A Heritage Village foi construída em 1997 e é uma réplica de um velho forte. Recria no seu interior o modo de vida do Emirado, dando a conhecer aos seus visitantes os seus costumes, as tradições, profissões, o tipo de habitações, o artesanato local, etc. Proporciona também uma bonita vista para o extenso litoral da cidade. 


O restaurante estava localizado à beira-água, proporcionando um agradável vista. Adorei a comida típica que tivemos à disposição em modo self-service! 

















Muito mais haveria para ver nesta cidade mas estava na hora de iniciar o caminho de regresso ao Dubai. O motorista fez o favor de parar durante algum tempo no Ferrari World Abu Dhabi, na ilha de Yas, para vermos um pouco da zona pública, onde não é necessário pagar para entrar. 
Este parque de diversões temático está ligado à marca que lhe empresta o nome, a Ferrari. O parque está coberto por um telhado com uma área de 2 152 782 metros quadrados, o que o torna o maior parque de diversões indoor do mundo. A sua abertura oficial deu-se a 4 de Novembro de 2010. Entre outras diversões encontra-se aqui a mais rápida montanha-russa do mundo, a Fórmula Rosa. Por mim nem tínhamos aqui parado mas aos homens até brilharam os olhos quando se falou no nome "Ferrari" e como há que agradar a todos vamos lá então espreitar uns vermelhinhos!













Regressámos ao Dubai e ao nosso hotel! Não parámos na cidade pois já aqui tínhamos estado em 2012 mas fui tirando algumas fotos.















O cansaço já se fazia sentir e no dia seguinte teríamos que chegar ao aeroporto antes das cinco da manhã pelo que optámos por não voltar a sair e jantar no hotel. Na foto abaixo até parece que já estávamos no Inverno português mas era assim que tínhamos que andar dentro do hotel e mesmo assim sentíamos frio!













Até já, no regresso a Portugal!