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domingo, 22 de novembro de 2015

Ásia 2015 - Kuala Lumpur (Malásia) - Dubai (EAU)


Dia de madrugar! Às cinco da manhã estávamos de pé pois tínhamos o táxi às seis para nos levar para o aeroporto e havia que contar com mais de 1 hora de viagem! O táxi chegou atrasado mas por volta das sete e quarenta estávamos a chegar ao aeroporto. O voo EK409, com destino ao Dubai, tinha partida marcada para as 09:45.
O aeroporto Internacional de Kuala Lumpur foi inaugurado a 27 de Junho de 1998, é o mais importante da Malásia e um dos mais movimentados de toda a Ásia. Tem dois terminais, o KLIA1, para voos regulares e o KLIA2 para os voos das companhias de baixo custo (low cost). Os dois terminais são ligados a cada 3 a 5 minutos pelo Aerotrain, um veiculo automático. Os edifícios estão ligados entre si por linhas de comboio e metro. O aeroporto foi projectado usando o conceito "aeroporto na floresta, floresta no aeroporto", estando rodeado por um espaço verde. Com a cooperação do Instituto de Pesquisa Florestal da Malásia, uma parcela da floresta tropical foi transplantada no Edifício Satélite. Passámos por esta zona antes de ir tomar o pequeno-almoço para seguir depois para a zona de embarque.





 O voo acabou por partir com quase uma hora de atraso, estando a chegada ao Dubai prevista para cerca de seis horas e meia depois.  




Na aproximação ao Dubai sobrevoam-se as zonas planas e desertas dos Emirados Árabes Unidos (EAU). O avião ainda teve que dar algumas voltas antes de entrar na fila de aviões que aguardavam pela sua vez de aterrar.



O Aeroporto Internacional do Dubai (DXB) serve o Dubai, a maior cidade dos EAU, e é o principal aeroporto do Oriente Médio. É operado pelo Departamento de Aviação Civil e é a sede da companhia aérea internacional do Dubai, a Emirates Airlines e Emirates SkyCargo. Em 2015 o número de voos semanais atingiu os 7700, operados por 140 companhias aéreas e para mais de 260 destinos.
O aeroporto possui três terminais sendo os dois principais o 1 e o 3. Estes recebem a maior parte dos voos e estão interligados permitindo a trânsito de passageiros entre eles. O terminal 1 (terminal Sheikh Rashid), tem cerca de 1km de comprimento e é utilizado por mais de 110 companhias aéreas internacionais. 
O terminal 2 fica separado dos outros dois, localizando-se do outro lado da pista do aeroporto e é utilizado principalmente pelas companhias de low cost e outras empresas menores que operam na região. É também o mais antigo.
O terminal 3 é exclusivo da Emirates Airlines sendo um dos maiores e mais modernos do mundo. Grande parte do terminal é subterrânea.

Depois de passarmos pelo controle de passaportes e de bagagem de mão aguardámos a chagada das outras malas. Seguimos depois para a saída mas não sem antes comprar alguns Dirhams. No exterior dirigimo-nos à zona de paragem dos autocarros que fazem serviço para os hóteis e agurdámos pela chegada do do Hotel Holiday Inn Express Dubai Airport, localizado em frente ao Terminal 3 e a cerca de 3 km do centro da cidade de Deira. A temperatura dentro do hotel estava tão baixa que tínhamos que nos vestir como se já estivéssemos no Inverno europeu.

 Era esta a vista do nosso quarto, directamente para o Terminal 3. 

Fomos até ao snack-bar pedir umas bebidas quentes e comprámos umas sandes. Descansámos um pouco, reservámos um passeio para o dia seguinte e rapidamente chegou a hora de sair para jantar. Um cliente meu, que reside no Dubai onde trabalha para uma cadeia internacional de hotéis, convidou-nos para jantar no Fairmont the Palm e claro que não podíamos recusar. Ainda pensámos em ir de metro mas a viagem seria demasiado longa pelo que optámos por ir de táxi. O hotel está localizado na Palm Jumeirah, um arquipélago artificial em forma de palmeira. A palmeira Jumeirah foi construída com a forma de uma palmeira constituída por três partes, um tronco, uma coroa com 17 copas e uma ilha circundante crescente que forma uma barreira às ondas. É essencialmente uma área residencial de habitação e lazer, com hotéis, moradias, apartamentos, marinas, restaurantes e pontos comerciais.

À chegada fomos convidados a acompanhar o director do hotel numa visita por algumas das áreas públicas. O jantar foi no restaurante Frevo, cuja especialidade é a cozinha brasileira. Seguem-se algumas fotos, as primeiras retiradas do site do hotel e as poucas que tirámos. O jantar foi muito bom, com imensa diversidade e demasiada quantidade. A sobremesa foi preparada na nossa frente por um dos chefes.
@Fairmont The Palm
@Fairmont The Palm
@Fairmont The Palm
@Fairmont The Palm
@Fairmont The Palm





Bem que nos apetecia aqui ter ficado mas lá tivemos que regressar ao nosso modesto hotel perto do aeroporto.

E toca a descansar que há manhã temos que ir à capital!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Ásia 2015 - Kuala Lumpur (Malásia) - Batu Caves


Os planos para este segundo dia em Kuala Lumpur incluíam uma visita às famosas Batu Caves e de seguida conhecer o centro da cidade, o Central Market, Merdeka Square, Chinatown e duas das principais mesquitas! Mas os planos às vezes não passam disso mesmo!
Após o pequeno-almoço apanhámos o comboio na estação perto do Hotel (Plaza Rakyat) e seguimos até à estação de Bandaraya (Ampang line) de onde mudámos para a estação de Bank Negara, noutra linha (KTM Commuter). Seguimos depois para Batu Caves. A temperatura dentro destas composições deve ser idêntica à de uma arca frigorífica!


As Batu Caves estão localizadas no bairro de Kombak, a cerca de 13 quilómetros do centro de Kuala Lumpur e são uma das maiores atracções turísticas da cidade. Trata-se de uma colina com mais de 200 cavernas talhadas pelas chuvas e ventos ao longo de mais de 400 milhões de anos. Dentro das cavernas encontramos templos hindus que são dos mais importantes fora da Índia.
À chegada fomos "recebidos" pelo Deus Macaco!





O complexo é uma mistura de reserva natural e templo religioso a céu aberto. 
À entrada está uma imagem gigantesca, com 42,7 metros de altura, de Murugan, filho de Shiva e Deus Hindu da guerra. É a maior estátua desta divindade em todo o mundo e são muitos os milhares de peregrinos que aqui se deslocam para orar. Para a sua construção foram necessárias 250 toneladas de barras de aço, 300 litros de tinta dourada e 1550 metros cúbicos de cimento.









Para visitar as cavernas principais é necessário subir os 272 degraus! O calor e a humidade não facilitam a tarefa! É também necessário ter algum cuidado com os macacos que por ali habitam! Vimos um deles roubar o telemóvel a um turista! 




A primeira caverna - Cathedral Cave - é dedicada a divindades hindus e tem 100 metros de altura. O espaço da primeira caverna parecia estar a sofrer obras no seu interior. Subimos uma escadaria de acesso a uma outra caverna, onde está o templo de Valli Devanai.
















E depois de subir foi necessário descer! Bem menos cansativo mas os meus joelhos queixaram-se mais! 


Cansados e suados após a descida! 

 Adeus Deus Macaco, vou-me embora! 

Chegámos à estação poucos minutos depois da saída do comboio para KL Sentral e tivemos que aguardar algum tempo até que chegasse o próximo. Devem imaginar o agradável que é entrar dentro do comboio congelador ainda suada do calor, humidade e esforço! O resultado não deve ser bom...
A estação KL Sentral tem ligação aos diferentes meios de transporte que servem a cidade: LRT, monorail (mono-carril), comboios, autocarros e táxis. 
Almoçámos num centro comercial ali perto e depois seguimos até à estação de Masjid Jamek LRT com a intenção de caminhar até ao famosa Merdeka Square.
Antes de lá chegarmos começou a chover com alguma intensidade e tivemos que nos abrigar! Esperámos algum tempo até abrandar e podermos seguir mais um pouco!
















Mas não andámos muito até que a chuva nos fizesse procurar novo abrigo! Desta vez foi no Panggung Bandaraya, um bonito teatro! Esperámos no exterior, visitámos a zona de entrada e até usámos a internet até que a chuva nos deixasse avançar!



A Merdeka Square (Dataran Merdeka/Praça da Independência) é a praça onde foi declarada a independência do país a 31 de Agosto de 1957. Aqui foi hasteada pela primeira vez a bandeira malaia. A praça é simples e o que chama a atenção são os bonitos edifícios coloniais que a rodeiam, como o Sultan Abdul Samada, construído em 1897 e utilizado no passado como sede da administração do governo britânico na Malásia. A chuva e as obras não nos permitiram ver muito.




Se a chuva tivesse parado teríamos também visitado a Mesquita Masjid Jamek, a mais antiga da cidade e construída na primeira década do século XX. 
Em cima, à esquerda, a Mesquita Masjid Jamek. Em baixo o edifício colonial da antiga estação ferroviária. À direita o monumento nacional (Tugu Negara), escultura em homenagem aos soldados que morreram na luta pela liberdade da Malásia, sobretudo durante a ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial. É o mais alto grupo independente de estátuas de bronze do mundo!
Conseguimos caminhar, sempre com alguma chuva por companhia, até ao Central Market, junto a Chinatown, um dos principais mercados da cidade. Aqui encontram-se dezenas de lojas com artesanato local e também de outras zonas da Malásia. Existem também lojas de roupa, souvenirs e restaurantes. Uma parte do mercado é no exterior e a outra parte no interior do edifício! Terminámos a tarde num dos cafés ali existentes. Por esta altura a minha garganta já acusava as mudanças de temperatura deste dia! Regressámos ao hotel de táxi!


Jantámos num restaurante bem simples ao lado do hotel.  


E eram horas de descansar pois no dia seguinte teríamos pela frente uma viagem de cerca de 140 quilómetros. Iríamos visitar um local de quem já muitos ouviram falar...