sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cruzeiro "BRILHOS AO SUL" - Casablanca

Quando acordei, por volta das 05:30, já se avistava a costa e em pouco tempo chegámos à cidade de Casablanca.
"Casablanca (em árabe الدار البيضاء, ad-Dhar-al-Bayda) é a maior cidade de Marrocos, na costa atlântica do país. Tem cerca de 3,7 milhões de habitantes. É o maior porto e o maior centro industrial e comercial de Marrocos. Casablanca está no local da antiga Anfa, localidade destruída em 1468 pelos portugueses. Em 1515 estes fundaram a actual cidade com o nome de Casa Branca. Destruída pelo terramoto de 1755, foi reconstruída pelo sultão de Marrocos em 1757. Nessa época instalaram-se na cidade muitos mercadores espanhóis passando Casa Branca a ser conhecida como Casablanca. Foi ocupada em 1907 pelos franceses que promoveram o seu desenvolvimento. Casablanca possui um dos maiores portos artificiais do mundo, sendo um local importante de negócios e comércio. As principais indústrias são a pesqueira, a vidreira, a do mobiliário, a de materiais de construção e a do tabaco." - Wikipedia
Antes mesmo de tomar o pequeno-almoço, subo ao Deck 2 para ver o cais com a luz da manhã. Não está quase ninguém pois a maioria estará nos Restaurantes ou já se preparando para o desembarque. A saída para a excursão a Marraquexe é bem cedo, às 06:45. A minha "Visita a Casablanca" sairá só 1 hora mais tarde.

Fui tomar o pequeno-almoço no meio de uma confusão de gente e empregados, que provavelmente se estreavam nestas lides neste cruzeiro. Dirigi-me ao Salão de Festas para aguardar a chamada da minha excursão. À chegada cada pessoa recebia um autocolante com o nº do respectivo autocarro. Distrai-me e não me apercebi de que o meu foi o primeiro a sair tendo saído integrada no 2º grupo. É impossível "ultrapassar" alguém naqueles corredores estreitos por onde nos encaminham até à saída. Quando consegui chegar ao parque dos autocarros o meu estava já preparado para sair. Uff...foi por pouco! Logo não a reconheci mas o membro do staff que nos acompanhava era a Ana Laíns, que tinha ouvido cantar na noite anterior. Para além de uma excelente voz é também muito simpática. Os fotógrafos a bordo são um casal de italianos que anda nisto há anos e para além da foto de praxe à saída também acompanham um dos autocarros e calhou ser no meu. Casablanca...aí vou eu...

"A cidade possui uma praça principal, da qual irradiam diversas avenidas. Na generalidade, os edifícios constituem uma versão francesa da arquitectura árabe-andaluza, brancos com linhas simples, sendo de especial interesse a área da Praça das Nações Unidas, onde se localizam as maiores infra-estruturas." - Wikipedia
Saímos do porto e dirigimo-nos até à Praça das Nações Unidas e à Praça Mohammed V. Quanto a mim e apesar da muita sujidade e pobreza nalgumas zonas da cidade, esta parece mais uma cidade comum da Europa, do que uma cidade Árabe. O trânsito caótico de que tanto se ouve falar não era muito visível neste dia pelo facto de ser 1 de Maio e também aqui feriado. Havia sim, muita gente nas ruas. Não sendo uma cidade muito atraente e não sendo a capital do país, é no entanto muito importante para o Reino de Marrocos, é esta cidade que dita as novas tendências do reino. A praça Mohammed V é o local da primeira paragem e aqui a principal atracão turística são os famosos aguadeiros, de trajes coloridos, que vendiam água, transportada em odres de pele e depois servida em taças de metal. Faziam-se anunciar tocando o sino que transportam. Estão nesta Praça aguardando a chegada dos turistas pois cobram para se deixar fotografar. Na fotomontagem que comprei e que postei anteriormente podem vê-los de costas, a maneira de fotografar sem pagar. Esta praça está repleta/coberta de pombos.
Entrada para a antiga Medina
A praça com as suas flores, pombos, fonte, lixo e ao fundo a Catedral do Sagrado Coração.

Daqui o guia levou-nos a pé e escoltados por 2 homens de motorizada que não cheguei a perceber quem eram, até ao Bazar onde, segundo ele, os preços são controlados e não é necessário regatear. O Bazar até tem muita coisa mas preferiria ter tido possibilidade de ir a uma loja mais típica e menos careira. Comprei alguns imans para frigorífico para mim e para oferecer, um copo em cerâmica e 1 postal e paguei 26 euros. O câmbio foi feito a 11 Dirhams por cada euro. Depois de aqui termos estado algum tempo, quanto a mim até demais, mas claro o guia faz pela sua vida, a comissão é importante e funciona assim em qualquer lado. Aqui só não disfarçam! ;) Regressámos ao autocarro e seguimos para a visita à Mesquita Hassan II. A Mesquita não deveria estar aberta neste dia para visita de turistas (sexta-feira é dia sagrado para os muçulmanos) mas pelo facto de o cruzeiro atracar eles abriram uma excepção mas só entrava quem estivesse com guia. Quem tentou visitar por sua conta não teve sorte, pelo que me foi dito. Esta foi uma visita que, para mim, só por si, valeu a visita a Casablanca.
Mesquita Hassan II
Esta mesquita é de uma grandiosidade impressionante e é a terceira maior do mundo, depois das mesquitas de Meca e Medina. Dois terços do complexo são erguidos sobre o mar. O minarete, o farol do Islamismo, tem 200 metros de altura (o maior do mundo) e é encimado por um potente raio laser que alcança 30 km e que serve para dar a orientação de Meca e à noite indicar a entrada do porto da cidade. O edifício foi desenhado por Michel Pinseau, envolvendo 35000 artesãos e foi inaugurado em 1993. Foram utilizadas modernas técnicas científicas aplicadas à arquitectura.A mesquita pode albergar no seu interior cerca de 25.000 fiéis (20 mil homens no piso térreo e 2 mesaninos laterais para 2500 mulheres cada um, para que estas orem separadas dos homens) e o recinto exterior, incluindo as arcadas 75.000. Um recinto sagrado para orações e estudos.
Os portões com cerca de 5m de altura, são de titânio e a ferramenta utilizada para fazer a decoração foi o laser orientado por computador.
O tecto de cedro é duplo, e a parte de cima abre do meio para os lados permitindo deste modo a entrada de luz natural.Com estuque esculpido, azulejos zellij e revestimentos em mármore, é um monumento à virtuosidade arquitectónica marroquina. Simplesmente espectacular. Adorei! E claro, à entrada temos que nos descalçar e é-nos dado um saco onde os transportaremos até ao fim da visita.








Deixámos a Mesquita para trás e fizemos uma visita panorâmica pela cidade passando pela "Boulevard de la Resistance", o bairro de Habous e o Palácio Real. Fizemos uma paragem para visitar o Mechouar (exterior do Palácio Real). Caminhámos por algumas ruas do Bairro Habous onde se destaca a Mesquita com o seu minarete. Antes de regressarmos ao cais e finalizar esta excursão de meio-dia, o guia ainda nos levou a uma farmácia de produtos naturais onde recebemos uma explicação sobre as qualidades de vários produtos (dores, rugas, o ressonar, etc, etc....para tudo há remédio por aqui!) As ruas de acesso ao cais estavam fechadas devido às manifestações de dia de Maio e tivemos que dar algumas voltas até nos autorizarem o regresso ao cais. Com tudo isto a chegada ao barco atrasou-se e o meu almoço teve que ser engolido à pressa pois a outra excursão que eu reservara - El Jadida - antiga Mazagão - saía às 13:45.



Depois de 1 almoço à pressa lá estava eu de novo num autocarro, desta vez a caminho de El-Jadida, antiga Mazagão. Como a viagem levava cerca de 1h30m, aproveitei para descansar.

"Mazagão foi uma possessão portuguesa em Marrocos, no norte de África, correspondendo à actual cidade de El Jadida, 90 km para sudoeste de Casablanca. Fundada em 1513 como entreposto comercial, resistiu à soberania dos mouros à custa de grande esforço e investimento da Coroa portuguesa, para servir os navegadores que faziam a Rota do Cabo. Em 1769, o Marquês de Pombal, ministro durante o reinado de D. José, decidiu que toda a cidade seria transferida para a Amazónia, no Brasil, outra região sob controle português que necessitava de garantias de soberania. Assim, a fortificação foi abandonada e destruída, tendo os seus habitantes partido para o Brasil, onde fundaram a vila de Nova Mazagão (actualmente apenas Mazagão, no Amapá)."- Wikipédia

A primeira imagem que nos surge aquando da chegada a El-Jadida é a das praias, muito frequentada pelos locais.
Quando o autocarro parou dirigimo-nos para a cidadela (fortaleza defensiva de uma cidade). O primeiro lugar a visitar foi a cisterna.
"A fortificação é um exemplar valioso da arquitectura militar renascentista, e no seu interior abriga-se, para além da cisterna, a Igreja da Assunção, de estilo manuelino. Em 2004 a cidadela de Mazagão foi considerada património mundial pela UNESCO, em virtude do seu carácter exemplar como testemunho do cruzamento das culturas europeia e marroquina, na arquitectura, tecnologia e planeamento urbano."
"O efeito do reflexo na água do chão da cisterna portuguesa de El Jadida (antiga Mazagão), com a forma invertida das colunas a projectar-se em profundidade, lembra as ilusões ópticas criadas por M.C. Escher. São dezenas de colunas distribuídas em torno a uma abertura circular central, por onde entra a luz. O poderoso efeito visual deste local não escapou ao cineasta Orson Welles, que usou a cisterna para filmar parte do seu Othello."
A sensação quando nos deparamos com este efeito de luzes e sombras é incrível. Tirei imensas fotografias mas muitas não ficaram nítidas pois as condições não eram as ideais. Um tripé teria ajudado imenso mas tinha ficado a bordo. O chão, por onde caminhámos para ver os reflexos de vários ângulos estava molhado com mais ou menos água. Adorei esta visita!


Continuámos a visita pela cidadela, vendo a igreja da Assunção (em muito mau estado de conservação), subindo às muralhas onde se encontram os canhões portugueses e avistando o porto de El-Jadida com os seus barcos de pescadores muito coloridos. O guia local, muito castiço, foi baptizado de "Click-click" pois sempre que chegávamos a um local que devíamos fotografar ele imediatamente dizia: click, click!









O "click-click" e ao fundo o minarete da mesquita
Terminou a visita e antes do regresso a Casablanca, fez-se uma paragem no Hotel Ibis de El-Jadida para utilização das casas-de-banho e com direito a 1 chá de menta ou 1 sumo de laranja natural. Eu provei o sumo, que era bastante bom, pois, embora goste de chá de menta considero que este, aqui como na Tunísia, é demasiado doce. No regresso fui conversando com o casal que estava no assento atrás de mim, o Nelson e a Salomé. Embora eu não me recorde dele, ele sabia quem eu era pois somos da mesma zona. Como não podia deixar de ser, o guia não nos deixou parar para fazer compras em El-Jadida mas depois deu 30 minutos para, já em Casablanca, irmos ao Bazar (o tal que já tinha visitado pela manhã. O Nelson e a Salomé tinham andado por conta própria pela manhã e queriam voltar ao souk/medina onde queriam comprar uns casacos de cabedal a bom preço. Avisámos o guia que não ficou nada satisfeito e foi atrás de nós para nos tentar convencer a ficar no Bazar. A fugir, porque o tempo era à justa, acabámos por ir ao souk e procurar a loja que eles tinham visto antes. Fiquei agradavelmente surpreendida com o aspecto, em comparação com os que conhecia da Tunísia. Os vendedores não foram muito insistentes e o aspecto até era limpo. Numa das ruas, estavam a vender caracóis já cozinhados e cheirava bastante bem! Pena o tempo ser pouco! Eles lá compraram 2 casacos de cabedal por 2000 dirhams ( 190 euros) e 2 pares de sapatilhas "All STAR" - falsas, claro - por uma pechincha e, também a correr, voltámos ao autocarro para regressar ao cais!

Final de dia a bordo do Princess Danae, ainda em Casablanca. A saída seria 30m mais tarde,às 20:00.
MS Corithian II - Acomoda até 114 passageiros em 57 suites externas.
Originalmente construído em 1992, foi reformado em 2004 e principio de 2005. No cais de Casablanca.
Para esta noite, o traje sugerido foi Verde e/ou Vermelho para estarmos de acordo com o tema: Arraial à Portuguesa!
Assim que deixámos Casablanca, o vento e as correntes começaram a fazer das "suas" e começou-se a sentir os balanços, que a mim pessoalmente não me afectam mas o mesmo não aconteceu a muitas outras pessoas. A tripulação começou logo a espalhar uns saquitos plásticos pelas escadas e elevadores...
Após o jantar fui até ao salão de Festas para assistir ao espectáculo "Paris Prestige", com os bailarinos do Edilson Show Paris. Gostei! Pena o palco não ser maior!


O Arraial à Portuguesa deveria ter lugar a partir das 00h30m na área da piscina mas devido ao vento e aos balanços foi alterado para o Restaurante Mimosa. Ainda fui provar os petiscos e comer um Caldo Verde. E são horas de recolher! 
Próxima escala: Gibraltar!

Continua...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cruzeiro "BRILHOS AO SUL" - Saída de Portimão

No dia 05 de Julho de 2015, o navio Princess Danae (CIC)/Lisboa (Portuscale Cruises) abandonou o cais da Matinha, em Lisboa, para uma última viagem rumo ao desmantelamento! Tenho muita pena que isto aconteça! Já fui feliz neste navio num curto cruzeiro que fiz em 2009. Na altura fiz um relato no Infocruzeiros e fui resgatá-lo para aqui como homenagem ao Princess Danae/Lisboa!

"Adorei ler os relatos já existentes neste forum e acho que é uma excelente ideia em que todos devemos participar. O cruzeiro até pode ser o mesmo mas as vivências, experiências, opiniões, fotos, etc, são únicas e exclusivas de cada um. Vou assim dar o meu contributo,relatando o meu último cruzeiro: Brilhos ao Sul - Princess Danae - 30.04 - 03.05.09 e com saída do Algarve (de onde sou), mais propriamente da cidade de Portimão. Este cruzeiro teve uma saída única a 30.04. Uma excelente opção da parte da CIC pois o cruzeiro rapidamente esgotou e não foram só os algarvios a aderir!

Tive conhecimento deste cruzeiro em Janeiro, por uma amiga e fiquei logo interessada mas o meu marido não poderia viajar nesse fim-de-semana prolongado e decidi não pensar no assunto. Em conversa com a minha querida amiga Sandra referi que seria um excelente passeio para fazermos as duas e ela imediatamente concordou, mesmo sabendo que, devido aos problemas de saúde que atravessa, haveria a hipótese de não ser autorizada a viajar. Como sou sócia da Interpass, pedi que me vissem os preços e disponibilidade e, embora desta vez, por serem poucos dias, não me incomodasse o ficar num camarote interior, os mesmos já estavam esgotados. Reservei assim um exterior superior! No fim de Fevereiro a minha amiga Sandra informou os médicos da viagem e foi-lhe dito que não seria autorizada a fazê-la. Ficámos as 2 muito tristes:( mas não faltarão oportunidades de fazermos outra viagem as duas:) Tentei arranjar companhia mas não consegui e optei por fazer o cruzeiro na mesma e posso dizer-vos que adorei a experiência :lol:, acho que vou repetir sempre que pense em viajar e o meu marido não me possa acompanhar.

Adoro viajar mas também aprecio tudo o que antecipa a viagem: a espera, os preparativos, a busca de informações ( a que não me dediquei desta vez), desesperar com a escolha da roupa :silly: e finalmente o aproximar do dia! Parece que os dias demoram a chegar mas depois o tempo voa e num instante já tudo terminou e só nos resta pensar e esperar pela próxima:)


O dia 30/04 chegou finalmente e a minha ansiedade é sempre a mesma, de principiante....Como será o barco, como correrá a viagem, encontrarei alguém conhecido, como será Casablanca??? Um sem número de perguntas a que iria obtendo respostas ao longo dos dias.


A saída de Portimão estava marcada para as 15h30m e o check-in para as 13h30m mas pouco depois das 13h já eu lá estava, de "armas e bagagens". Como sempre, exagerei na quantidade, mas uma mulher nunca sabe o que vestir, como estará o tempo, o que lhe apetece no dia seguinte, etc, etc;). O meu irmão foi levar-me e ficou comigo até ao embarque...eu precisava de ter uma foto e alguém tinha que a tirar! A sala de embarque é pequena e já estavam algumas pessoas por lá mas não demasiadas. Começou o check-in, fui das primeiras na fila e em poucos minutos já estava a subir a bordo mas não sem antes me ser tirada a foto de praxe.


FICHA TÉCNICA DO PRINCESS DANAE

NOME ANTIGO DO NAVIO: M/V "DANAE"
PORTO, Nº E DATA DE REGISTO: MADEIRA - 1234 - 23.04.02
BANDEIRA: PORTUGUESA
COMPRIMENTO: 162,35 M
LARGURA: 21,34 M
ALTURA: DO FUNDO ATÉ À PONTA DO MASTRO: 33,20 M
PESO BRUTO/LIQUÍDO/MORTO: 9 783,54 / 2 935 / 3639,3 TONELADAS
CONSTRUTORES: ESTALEIROS DE HARLAND & WOLF, LTD - BELFAST - IRLANDA
ANO DE CONSTRUÇÃO: 1955
REABILITAÇÃO: 1977 - NO ESTALEIRO CHAKIS, GRÉCIA
MODERNIZAÇÃO: 1994/1996/2006
PROPULSÃO DOS MOTORES: 2 MOTORES DIESEL BURMEISTER & WAIN
VELOCIDADE: EM SERVIÇO: 15 NÓS - VELOCIDADE MÁX: 17 NÓS
CONSUMO DIÁRIO DE COMBUSTÍVEL: 38 TONELADAS
CAPACIDADE TORAL DE PASSAGEIROS A BORDO: 844
CAPACIDADE MÉDIA DE TRIPULANTES: 240
CABINES DE PASSAGEIROS E SUITES: 285

Para quem gosta de saber estes detalhes...


...Dirigi-me ao meu camarote - 611 - Deck 6 - Mars e de seguida fui fazer o reconhecimento. Ao contrário do que acho que é normal, pelo menos era assim nos outros navios de cruzeiro onde estive, os decks contam-se de cima para baixo. O navio tem 7 decks, sendo o Deck 1 - Constellation - o mais alto e o Deck 7 - Neptune - o mais baixo. O meu camarote é exterior pois gosto de acordar pela manhã e saber se o dia já nasceu ou se já chegámos ao destino. Este navio é mais pequeno e mais simples do que os que eu já conheço mas eu já o sabia de antemão e portanto as minhas expectativas não foram nem superadas nem defraudadas.
O meu camarote
Bar Porto - Deck 4/Jupiter
Passei algum tempo no exterior enquanto as pessoas iam chegando, almoçando, conhecendo os cantos à que seria a nossa "casa" nos dias seguintes. Dirigi-me ao balcão das excursões para marcar a do dia seguinte aquando da escala em Casablanca, Marraquexe, mas depois de conversar com os responsáveis acabei por confirmar a minha grande dúvida em relação a este passeio. Embora fosse o lugar que eu mais queria conhecer não estava com muita disposição para passar metade das 12 horas de duração do passeio em viagem. Acabei por optar pela visita de Casablanca pela manhã e El Jadida, Antiga Mazagão, pela tarde. Acabei também por reservar a de Gibraltar pois seria a minha primeira visita ao rochedo e compras não era bem o que me apetecia fazer.
Deck 2/Mercury
Fila para embarcar
Seguem-se algumas imagens da saída de Portimão...

Saindo do cais: à nossa esquerda a vila de Ferragudo, terra de pescadores mas actualmente mais virada para o sector turístico.








Adeus...até Domingo!
A cidade de Portimão e a zona turística da Praia da Rocha, foram ficando para trás assim como o tempo primaveril da manhã.

Portimão - Casablanca = 218 milhas maritimas (1 milha = 1852 metros)

Já estamos navegando em direcção a Casablanca, afastando-nos da costa portuguesa. Às 17h, ao ouvir-se o sinal geral de alarme, todos de colete salva-vidas colocados e em direcção às Estações de Reunião. Para quem ainda não se estreou em cruzeiros, fica sabendo que este exercício de salvamento é obrigatório, segundo as normas internacionais de salvaguarda da vida humana no mar. Terminado o exercício, a maioria das pessoas recolhe-se às cabines para desfazer as malas e preparar-se para o Cocktail do Comandante e posterior Jantar de Gala. O 1º turno de jantar é às 19h45m e o 2º às 21h45. O meu é este último e portanto ainda me sobra bastante tempo. Resolvo ir espreitar o Deck da piscina, agora deserto.

Volto ao camarote e já encontro muitas pessoas nos seus melhores trajes. Embora haja quem não goste de seguir os "dress Code" eu acho que esta é uma caracteristica dos cruzeiros que me agrada. Posso dizer-vos que a grande maioria apresentou-se vestida a rigor:)
Embora tenha viajado sozinha, estavam a bordo algumas pessoas que eu conhecia e tinha-se feito uma reserva prévia de mesa para podermos ficar juntos. No total eramos dez e ficámo distribuidos por 2 mesas. Mas antes do jantar passámos pelo Bar Porto para brindarmos com o Comandante, tirar a foto a seu lado e depois ser-nos feita a apresentação dos Oficiais e Chefes de Departamento. O comandante, José Valente, é português. Ao terminar esta apresentção foi-nos dito para seguirmos para o Restaurante mas os do 1º turno ainda não o tinham abandonado e gerou-se alguma confusão com as filas à porta. Tivemos que aguardar cerca de 30 minutos o que não agradou muito. Penso que se deveu a alguma desorganização e inexperiência por parte da tripulação. O jantar foi bom mas sinceramente já não me consigo lembrar do que comi. Podiamos escolher 1 entrada, sopa, salada, prato principal e sobremesa. As bebidas são cobradas. Há vantagens em viajar num barco mais pequeno pois, pelo facto dos horários dos jantares se terem atrasado, o "Show de Boas-Vindas" só teve início quando quase todos tinham já abandonado o Restaurante.
O Director de Cruzeiro, Telmo Miranda, apresentou-nos as 2 artistas residentes, sendo 1 delas a Ana Lains, vencedora, em 1999, da Grande Noite do Fado e com 1 Cd editado. Os três proporcionaram-nos um excelente espectáculo de vozes. Mais tarde ainda haveria 1 Buffet da Meia-Noite que à 1h30m ainda não estava pronto e achei que já era tempo de me recolher. Já tinha atrasado o meu relógio 1 hora o que me dava tempo extra de descanso mas a chegada a Casablanca seria bem cedo, às 06h30m.


Continua...