quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Marrocos - 5º dia Circuito: Erg Chebbi - Gargantas du Todra - Vale Du Dadès

O dia despertou menos ventoso e com o já habitual céu azul. Depois de algumas fotos na zona da piscina (pena não ser a melhor hora para conseguir um bom ângulo, mostrando toda a piscina com os arcos que emolduram as dunas), tomámos o pequeno-almoço e aguardámos a saída. A zona de dunas ficaria para trás e era altura de começar o caminho de volta a Marrakesh mas por uma outra rota, passando pelas famosas Gargantas du Todra e seguindo pelo Vale Du Dadès, ou estrada dos Mil Kasbahs, como também é conhecida.
Lá fora aumentava o movimento dos que se preparavam para a entrada ou saída do deserto.
 Aspecto exterior do Hotel Merzouga
 Mais algumas fotos da piscina do Hotel







 Bislama! Aurevoir Hotel Merzouga! Adeus Erg Chebbi! Até um dia!


A primeira cidade por onde passámos foi Erfoud, conhecida pela sua Festa das Tâmaras. 
"Na base do Alto Atlas, o Tafilalet é, por excelência, a região da tamareira, que faz a sua riqueza. Desenvolvendo-se perto de culturas horticolas e de pomares que se estendem entre os vales de Ziz e Gheris, mais de um milhão de palmeiras produzem uma vintena de variedade de tâmaras. Esta diversidade confere toda a sua dimensão à célebre Festa das Tâmaras de Erfoud, que se realiza todos os anos, em Outubro, no fim da colheita." - Marrocos - Lugares de sonho - Larousse


  A seguir a Jorf parámos junto à estrada. Por todo o lado se vêem montes de terra que são afinal antigos poços. O guia do local explica-nos como funcionava o sistema de rega Tuareg. Tivemos oportunidade de descer a um deles.











 Depois de nos servirem o típico chá de menta (enquanto aguardavam que alguém comprasse alguma coisa) seguimos viagem! A próxima paragem só seria mais de duas horas depois.


Tinghir situa-se no centro do oásis do vale do rio Todgha (Todra), perto das famosas gargantas com o mesmo nome. A cidade está rodeada pelo palmeiral, muito extenso e alongado. Aqui, famílias inteiras cultivam os terrenos ensombrados pelos milhares de palmeiras.




Surpreende encontrar esta imensidão de verde entre paisagens tão áridas.






E daqui seguimos pela estrada que segue o curso do rio Todra, em direcção à nascente, atravessando as gargantas du Todra. É impressionante o corte vertical que atravessa a montanha, o contraste entre as imensas e puras paredes do desfiladeiro e as águas claras do rio de montanha! Um local muito procurado por campistas e caminhantes.













 Saímos daqui já passava das duas da tarde e eram horas de almoçar. A única refeição que não agradou à maioria, tanto pela qualidade da comida como pelas condições de higiene do local. Já se fazia tarde e eram horas de seguir até ao Vale du Dadès! 
Pelo caminho parámos para fotografar as interessantes formações rochosas que ladeavam o vale.








O rio Dadès abriu uma garganta escura e vertical através das montanhas do Alto Atlas, 25 km a norte do vale de Boumalne-Dadès. A sinuosa viagem pelo estreito acima é de cortar a respiração! Mais uma vez são os contrastes de paisagem que mais chamam a atenção, nem que sejam uma desculpa para não olhar para o fundo do desfiladeiro que, curva após curva, se torna mais profundo! A paisagem mais célebre fica aqui, onde foram tiradas as fotos seguintes. Um pequeno aglomerado de casas fortificadas é dominado por esta montanha de rochas vulcânicas com formas esculpidas pelo vento.






 


 Regressámos pela mesma estrada até encontrarmos o Chez Pierre, o melhor hotel e restaurante desta viagem! O Hotel fica encaixado na montanha e o acesso à recepção e aos diversos quartos faz-se por escadas, algumas íngremes! Não foi fácil transportar a bagagem mas com ajuda lá se conseguiu!

 A mesa para o nosso grupo estava já preparada.







 E chegou a hora de desfrutar de uma excelente refeição que agradou e e deliciou todos!







 A noite terminou, mais uma vez, ao som de música marroquina! A minha Canon também decidiu terminar nesta noite a sua participação nesta viagem! A areia do deserto tinha feito mais estragos do que eu imaginava! Seguiu-se uma reconfortante noite que nos preparou para a viagem do dia seguinte, o regresso a Marrakesh e o fim do circuito.

1 comentário:

  1. Continuamos por cá a acompanhar deste lado! Devagar mas o circuito vai-se completando! Bjinho

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